quinta-feira, 24 de junho de 2010

Porra, Dunga!

dunga
dun.ga
adj m+f Excepcional, incomparável. sm 1 O dois de paus em certo jogo de cartas. 2 V curinga. 3 Homem poderoso, influente. 4 O cabeça. 5 Valentão.

Dicionário Michaelis


Dunga nunca foi o jogador preferido de ninguém que eu conheça e gosta de futebol. Pelo menos nunca vi nenhum comentário de quem teve a oportunidade de ver o tetra (sofrido e insosso) que conquistamos em 1994, algum lance genial ou diferenciado dele. Lembramos, sim, de Romário, Bebeto, daquele foguete do Branco contra a Holanda e, claro, das defesas do Taffarel e da lambança do Baggio. Mas ninguém duvida que esteve lá.
Dunga também nunca foi o treinador dos sonhos de ninguém. Felipão, verdadeiro arquiteto do penta em 2002, era quase uma unanimidade para reestruturar um time que, na última copa, teve uma atuação pífia, mas glamourizada e típica do ufanismo do Galvão Bueno. Para muitos, a volta de Felipão à seleção seria praticamente um dever patriótico. Mas não temos dúvidas. Ele não está lá.
Dunga também foi o símbolo da seleção de Lazaroni, em 1990. Um time insosso, pífio e sem ufanismo do Galvão Bueno, mas que teve também Romário, Bebeto, Branco, Taffarel...
Ele também estava lá.
Tá certo que esta copa vem sendo muito sem graça. Tanto que, até agora, o maior destaque em campo vem sendo o Maradona. E do jeito que muita equipe tradicional está saindo cedo do mundial, é bem capaz do Brasil chegar lá.
Tá certo também que o time do Dunga não é lá essas coisas e que, o Brasil ganhando ou perdendo a copa, ele será mandado embora pela porta dos fundos por Ricardo Teixeira e seus blues caps.
Igualzinho ao Lazaroni.
Agora, cacete! O Dunga sofrer a anti-propaganda da Globo só porque ele não deixou a Fátima Bernardes não ser a musa da seleção, chamou o Alex Escobar de cagão, e todo o mundo mandou o Galvão calar a boca, é demais.
Aliás, o que ele vem fazendo não é novidade para ninguém, pois isso já ocorreu com outras emissoras.
Também acho que merecíamos algo melhor no comando da seleção.
Afinal, copa é copa.
Porra, Dunga! Faz o seguinte. Já que você está aí mesmo, continue artazando a vida da Globo e ganhe mais uns joguinhos para que nós, pobres mortais, possamos ter desculpa para poder sair mais cedo do batente. Até porque já sabe que sua batata na CBF já está assada mesmo... 
   
 

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Saramago

Um descanso no caminho

Por Fundação José Saramago
O viajante está feliz. Nunca na vida teve tão pouca pressa. Senta-se na beira de um destes túmulos, afaga com as pontas dos dedos a superfície da água, tão fria e tão viva, e, por um momento, acredita que vai decifrar todos os segredos do mundo. É uma ilusão que o assalta de longe em longe, não lho levem a mal.
In Viagem a Portugal, Ed. Caminho, 21.ª ed., p. 137
(Selecção de Diego Mesa)


Saramago não se foi. Ele se tornou eterno.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

A seleção, a baleia, a balela e sabatina

E o que foi aquilo ontem, heim? O remake da Seleção de Lazaroni estreou com estilo bem dunga de ser: muito barulho pra porra nenhuma.
Não que me iluda e acredite no futebol mágico de Copa do Mundo. Afinal, soccer is business. Agora, ter que aturar o Galvão Bueno, o Kaká, o Luís Fabiano e aquela maldita cornetinha, todos ao mesmo tempo é terrível!
Melhor fez o seu Ji Tah Doh, presidente da Coreia do Norte, que gravou o jogo para reprisar aos demais mortais de seu país só hoje.
Se a gente fizesse o mesmo, era só editar os melhores momentos, enxertar com imagens de arquivo e botar uma musiquinha. Daria um bonito videoclipe.
Mais ou menos como o cocô de baleia.
Deu no jornal que as fezes do singelo e delicado animal ajudam na absorção do gás carbônico do planeta. Ou seja, é só o animal cagar no mar e a gente urinar durante o banho que a Terra estará salva.
Depois, faremos uma carreata ecológica para comemorar.
E a Gandhi hoje foi sabatinada pela Pholha. Entre outras coisas, defendeu o filho do Sarney, que são do mesmo partido.
Mas tudo bem, afinal é tudo a mesma merda.
Quem sabe, dá para reciclar...

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Esse filme eu já vi...


... e nós morremos no fim.
parafraseando o mestre Stanislaw Ponte Preta

Comentário cretino


A onda agora são os remakes.
Tem Karatê Kid, Esquadrão Classe A e Marmaduke, tudo para nós, os "tios sukitas" da vez, lotarmos os cinemas com cara saudosista.
Até Ana Raio e Zé Trovão estão reexibindo.
Daqui a pouco, vai ter remake da hiperinflação, do cruzado, do Sarney, da ombreira do Didi Mocó...


Aliás, o remake da seleção de Lazzaroni estreia amanhã.
Papa essa, Brasil!!!

sexta-feira, 11 de junho de 2010

É só +1

A "Gandhi", o rolex, a vuvuzela e o Galvão Bueno



Não tenho a menor ideia de quanto custa um rolex. Pra ser honesto, acho meio acintoso, pro mundo em que vivemos, torrar quase um ano do salário médio da maioria dos trabalhadores brasileiros (ou do salário de todos os operários da fábrica da Nike, na China) em um relógio de pulso. Fica meio brega. Tipo coisa de gente que gosta de aparecer na caras, ler veja e debater sobre o caráter eleitoreiro do bolsa família, enquanto sonha viver na "Chuíça".
De vez em quando, costumo comprar algo da natura. Mais comodidade do que gosto, já que tá lá a revistinha que a gente vê na hora do almoço, anota o que quer e depois recebe para pagar parcelado com a moça. Tá certo que é meio brega, mas custa bem menos do que um rolex.
Acho que a Marina Silva não usa rolex, já que faz o tipo militante-cristão-socialista, meio Madre Tereza, meio Gandhi. Mas não deixa de ser brega, com aquele jeitão de tia velha, carola, que fica horrorizada ao ouvir um palavrão.
A Marina deve gostar de natura, já que seu vice é de lá. E com ele vai fazer uma campanha humilde, com muita garra, disposição e R$ 92 milhões declarados (fora os "por fora"). Um merreca, já que foi mais ou menos isso que se gastou para eleger o Lula em 2006.
Daria para comprar muitos rolex. Gandhi que o diga!
Mas tudo isso não importa agora. Chegou mais uma copa, e com ela, aquele frenesi que faz qualquer breguiçe ou pagação de mico parecer amor pela seleção e exemplo de patriotismo.
Vai ter muito barulho de vuvuzela, que, aliás, custa uma merreca.
Haja coração!
E antes que eu me esqueça, CALA A BOCA, GALVÃO!