sexta-feira, 11 de junho de 2010

A "Gandhi", o rolex, a vuvuzela e o Galvão Bueno



Não tenho a menor ideia de quanto custa um rolex. Pra ser honesto, acho meio acintoso, pro mundo em que vivemos, torrar quase um ano do salário médio da maioria dos trabalhadores brasileiros (ou do salário de todos os operários da fábrica da Nike, na China) em um relógio de pulso. Fica meio brega. Tipo coisa de gente que gosta de aparecer na caras, ler veja e debater sobre o caráter eleitoreiro do bolsa família, enquanto sonha viver na "Chuíça".
De vez em quando, costumo comprar algo da natura. Mais comodidade do que gosto, já que tá lá a revistinha que a gente vê na hora do almoço, anota o que quer e depois recebe para pagar parcelado com a moça. Tá certo que é meio brega, mas custa bem menos do que um rolex.
Acho que a Marina Silva não usa rolex, já que faz o tipo militante-cristão-socialista, meio Madre Tereza, meio Gandhi. Mas não deixa de ser brega, com aquele jeitão de tia velha, carola, que fica horrorizada ao ouvir um palavrão.
A Marina deve gostar de natura, já que seu vice é de lá. E com ele vai fazer uma campanha humilde, com muita garra, disposição e R$ 92 milhões declarados (fora os "por fora"). Um merreca, já que foi mais ou menos isso que se gastou para eleger o Lula em 2006.
Daria para comprar muitos rolex. Gandhi que o diga!
Mas tudo isso não importa agora. Chegou mais uma copa, e com ela, aquele frenesi que faz qualquer breguiçe ou pagação de mico parecer amor pela seleção e exemplo de patriotismo.
Vai ter muito barulho de vuvuzela, que, aliás, custa uma merreca.
Haja coração!
E antes que eu me esqueça, CALA A BOCA, GALVÃO!



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